Quando bem novo e pequeno, festa na minha rua era sinônimo de samba. Praticamente todas as festas tinham um batuque para alegrar o clima e espantar a tristeza. Nenhum deles eram músicos. As vezes tinha um cavaquinho (que tocava umas 3 ou 4 notas), o Joãozinho na Timba, alguém com chocalho ou pandeiro e todo mundo cantando.
Na ausência de um cavaquinho, acontecia do mesmo jeito. A preocupação não era a qualidade musical. Era a forma que meus vizinhos tinham de cantar e se alegrar entre eles. Valia até tocar num banco de plástico, que até hoje tenho em casa.
As festas paravam há muito tempo. A idade foi chegando e aqueles jovens pais, hoje tão tem mais o pique de antes. O Joãozinho também se foi. Tens alguns anos, foi fazer musica com sua inseparável timba ao lado do papai do céu.
Mas era tudo tão gostoso que nunca saiu da minha lembrança.
Talvez por isso, o samba tenha um poder incrível que elevar meu astral e de me deixar mais contente. Nos últimos tempos tenho recorrido bastante a ele para fazer-me espantar uma tristeza chata e insistente que cisma de ser minha amiga.
Baixei Paulinho da Viola na internet. Fui em ensaio de escola. Voltei a ouvir meus discos do Zeca, largados há tempos.
Junto que com meus bons amigos e parentes, o samba me empurra para frente e não me deixa parar.
“Quando tudo parece que estar perdido
É nessa hora que você vê
Quem é parceiro, quem é bom amigo
Quem tá contigo quem é de correr
A sua mão me tirou do abismo
O seu axé evitou o meu fim
Me ensinou o que é companheirismo
E também a gostar de quem gosta de mim”
08 outubro 2007
06 outubro 2007
Pai Nilson?
Semana passada o Corinthians recorreu aos trabalhos de um tal Pai Nilson para espantar a má fase que ronda o clube. Segundos os dirigentes do clube, depois de feito o serviço, viria um tempo de calmaria e bonança. Macumba, trabalho ou sei lá como chama isso, o fato é que esse tipo de serviço tem enorme espaço na cultura brasileira.
Recorro mais uma vez aos meus tempos de menino para ilustrar essa história.
Costumávamos andar de carrinho de rolimã, numa rua duas quadras abaixo da minha. Era uma ladeira de asfalto, que na época com baixo fluxo de carro.
Na esquina que dávamos partida, era normal ter sempre um trabalho junto ao poste. Não sei exatamente a razão, mas é fato que durante muito tempo alguém usou daquele cruzamento para ser lugar sagrado.
Como éramos meio malucos, não tínhamos medo daquele negócio que sempre juntava uma bacia com comida, algum tipo de bebida e umas velas. Era comum a gente comer pipoca, beber Tubaina, ou mesmo chutar aquela oferenda toda.
Para completar a seção de maluquices, enfrente a essa esquina havia uma pequena igreja de sei lá qual religião. Certa vez, eu e meus amigos descobrimos por acaso um estoque de refrigerante no local.
Estávamos brincando por lá, resolvemos pular dentro do salão de festa e encontramos nossa bebida preferida. Confesso, que abrimos umas garrafas e desfrutamos da iguaria.
Que esquina boa. Pipoca de um lado e refrigerante do outro. Entre os dois, uma animada corrida de carrinhos de rolimã.
Recorro mais uma vez aos meus tempos de menino para ilustrar essa história.
Costumávamos andar de carrinho de rolimã, numa rua duas quadras abaixo da minha. Era uma ladeira de asfalto, que na época com baixo fluxo de carro.
Na esquina que dávamos partida, era normal ter sempre um trabalho junto ao poste. Não sei exatamente a razão, mas é fato que durante muito tempo alguém usou daquele cruzamento para ser lugar sagrado.
Como éramos meio malucos, não tínhamos medo daquele negócio que sempre juntava uma bacia com comida, algum tipo de bebida e umas velas. Era comum a gente comer pipoca, beber Tubaina, ou mesmo chutar aquela oferenda toda.
Para completar a seção de maluquices, enfrente a essa esquina havia uma pequena igreja de sei lá qual religião. Certa vez, eu e meus amigos descobrimos por acaso um estoque de refrigerante no local.
Estávamos brincando por lá, resolvemos pular dentro do salão de festa e encontramos nossa bebida preferida. Confesso, que abrimos umas garrafas e desfrutamos da iguaria.
Que esquina boa. Pipoca de um lado e refrigerante do outro. Entre os dois, uma animada corrida de carrinhos de rolimã.
05 outubro 2007
Eu
Guilherme:
Indica um homem que se orgulha da sua força (física, mental ou moral) e se vale dela para auxiliar a pessoas de quem gosta. Do alemão "protetor, defensor".
Será?
Indica um homem que se orgulha da sua força (física, mental ou moral) e se vale dela para auxiliar a pessoas de quem gosta. Do alemão "protetor, defensor".
Será?
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