19 outubro 2007

Harmonia

Certa um professor me contou a curte história. Antropólogo, estava ele num desses congressos onde um monte de ditos especialistas discutiam o problema ambiental. Foi então que um gênio bateu na mesa e declarou.
- O aquecimento global é fruto do capitalismo selvagem, disse o representante de uma Ong ou coisa que o valha.
Nesse mesmo momento, um índio, que era convidado do evento, interviu.
- O senhor está enganado. O problema é capitalismo civilizado. As coisas selvagens, funcionam em harmonia.
Faz sentido.

10 outubro 2007

... não faço mais planos

Esse texto também não meu... mas de alguém bem parecido


...até que pudéssemos casar de verdade, viajar na lua de mel, reunir muitos amigos, até que pudéssemos finalmente fazer aquela viagem pra Ilha do mel, pra França ou pra Madagascar, até que viesse mais um filho, até que um de nós resolvesse colocar silicone ou lipar alguma coisa(essa seria eu), até que pudéssemos trocar de carro, comprar um maior pra família toda, até que pudéssemos quitar nosso primeiro apartamento pra depois comprar aquela casinha no condomínio fechado que sempre sonhamos, até que os meus e o seus pais estivessem bem velhinhos, até que eles pudessem curtir os netos, até que a gente montasse nosso próprio negócio, até um de nós escrever um livro, até os filhos crescerem, até que eles dançassem quadrilha na escolinha, ficassem adolescentes e depois fizessem suas faculdades, até que eles começassem a se parecer com a gente quando eu te conheci, até que a gente começasse a ficar parecido com seus pais, fazendo reuniões familiares aos fins de semana, reunindo amigos pra tomar cerveja e jogar conversa fora, até que sentíssemos saudades dos entes queridos que vão indo naturalmente embora, até que pudéssemos estar sempre confortados nos braços do outro, até que novos menbros fossem chegando à família, nossos netos, outros amigos, novas gerações, até que nossos cabelos brancos se tornassem os protagonistas da história, até que pudéssemos passar horas numa rede ou num banco na varanda de casa, contando histórias, rindo e lembrando de como quase fomos capazes de estragar tudo, até que chegássemos a conclusão de que nascemos um pro outro e de que havíamos feitos as escolhas certas, até que fôssemos capazes de perdoar todos os nossos erros e fraquezas, até que pudéssemos entender que esse amor seria suficiente para superarmos e vencermos tudo, até que nosso desejo sexual se fosse, mas também até que restasse o amor, o humor, o dialogo, o companheirismo e o carinho, pois no final é sempre o que vale mais.
Enfim, o plano era fazer todas as bodas possíveis, ficarmos bem velhinhos juntos pra sempre...mas alguém mudou de idéia. Agora não faço mais planos

09 outubro 2007

... as estrelas já estavam comigo

Essse texto não é meu, mas é lindo


O convite para entrar no carro preto, de vidros pretos, parado no estacionamento. Estava tudo combinado. Eu sabia exatamente aonde e com quem ia, mas não o que me esperava. O samba? Bem, não tinha mais samba. Havia, sim, uma mesa e excelente companhia. Em curto espaço de tempo, já tínhamos falado de tanto que de pouco consigo me lembrar.

Mágico! O quintal da casa ia fechar e, antes que fôssemos os últimos a sair, deixamos o lugar. Para onde? A pé, a esmo. Eu conhecia o quarteirão, mas não me importei com a escolha do caminho. Queria ser levada. Tinha fome! Comemos. Pensando bem, acho que as pizzas demoraram para chegar à mesa. Juro que não contei o tempo. Convenhamos: nem o senti passar. Agora, a gente sabe que pode pedir uma só da próxima vez.

Rimos muito, sorri muito. E tinha mais! Daí em diante, já não reconheço os pormenores. Recordo-me apenas de uma névoa clara, forte e aconchegante, mistura de laranja com mel, agridoce. Não existia antes, não existia depois – e ainda não há. Sei do calor, sei do carinho, sei dos meus olhos fechados... talvez imaginando tudo isso só para que pudesse descrever agora.

Confesso que não observei o céu (... as estrelas já estavam comigo).

Acho que, nisto, reside a maluquice da vida: quando algo que foi sempre possível, mas nunca palpável nem previsto, acontece. É o inesperado. São as "primeiras vezes", experimentadas com mais freqüência por quem anda por aí docemente alerta, olhando um pouco para o chão e outro tanto para o céu, em busca das tais estrelas que não hesitam em cair nos nossos braços, quando abertos a tempo.